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06 Jun 2022
MEIO AMBIENTE

Curso de Arquitetura da UNIFEV leva sustentabilidade para sala de aula

Proposta pedagógica da graduação tem abordado o tema entre alunos; egressas contam suas experiências profissionais na área 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

O início do mês de junho é marcado pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no próximo dia 5. A data traz uma importante reflexão em relação à preservação ambiental e aos impactos causados pela construção civil, responsável por gerar grande quantidade de resíduos no meio ambiente. Diante disso, o curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIFEV tem levado, cada vez mais, questões relacionadas à sustentabilidade para o cotidiano dos alunos da graduação.

Um exemplo foi a atividade desenvolvida em aula, recentemente, pelo docente da graduação Prof. Me. Fernando Kléber Ribeiro Antunes, que propôs a construção de tijolos de adobe e paredes de pau a pique e taipa de pilão, durante disciplina que abordava os vários modos de moradia. 

A coordenadora da graduação, Profa. Dra. Poliana Risso, reforçou que a proposta pedagógica do curso tem se adequado às necessidades atuais para a construção de habitações com baixo impacto ambiental.

“Atualmente, essas técnicas ecológicas são uma tendência crescente, pois muitas pessoas já estão preocupadas em construir de maneira mais sustentável. Também existem outras vantagens, por exemplo, as casas de bioconstrução possuem melhor conforto térmico e acústico em relação às convencionais de alvenaria”, explicou.

Egressas

Em mais uma capacitação na área da bioconstrução, a arquiteta egressa Mariana Grandizoli participou, recentemente, de um curso prático de construção de cúpulas geodésicas na cidade de Sarapuí-SP. Ela explica que os domos são estruturas com múltiplas aplicações e utilidades, nesse caso, baseados nos princípios da permacultura, ecodesign e bioarquitetura, que podem ser usados de diversas maneiras, desde uma simples estufa até em grandes estruturas, como teatros, palcos e templos. 

A ex-aluna ainda destacou a importância de projetos adaptados para cada tipo de local, levando em consideração fatores geográficos. “Na bioarquitetura os materiais e as técnicas possuem baixo impacto ambiental, pois, na maioria das vezes, utiliza-se o que existe no próprio local, promovendo o reaproveitamento de insumos, evitando o transporte por longas distâncias e, consequentemente, a emissão de gases poluentes. É um exercício importante perceber a origem, o que há de abundante perto de onde você está e o que pode ser adaptado. É por isso que eu acredito que o futuro da arquitetura está vinculado às técnicas ancestrais, que são baseadas nesses princípios”, contou.

Também formada pelo Centro Universitário de Votuporanga, a arquiteta Jéssica Almeida de Marchi é especialista em design biofílico e contou um pouco sobre como tem sido a sua experiência. “Design biofílico é sobre projetar com a experiência da natureza, ou seja, é uma metodologia contemporânea que gera conexão profunda em nós, seres humanos, com o nosso meio de origem. O objetivo principal é proporcionar ambientes restauradores, promover a saúde, o conforto, a diminuição do estresse, o aumento da criatividade e as interações sociais positivas”, destacou.

Sobre o momento atual do mercado de trabalho da área, a arquiteta destacou que busca contribuir para um mundo mais consciente. “Tenho certeza de que nós, especialistas, temos o dever de transformar, mesmo que aos poucos, a forma como o mercado tradicional atua, trazendo soluções baseadas na sustentabilidade e aliadas ao bem-estar físico e emocional das pessoas”, destacou.
 

Assessoria de Comunicação
Nathalia Almeida
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